quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Verdade Acerca da Economia



               No vídeo de pouco menos de 3 minutos “A verdade acerca da economia”, Robert Reich analisa a atual crise financeira mundial a partir da síntese de seis pontos, deixando evidente o quanto ela é resultado, mais uma vez, da estrutura economica do modelo capitalista.
Desde a década de 80 a economia americana dobrou mas o salário da população em geral quase nao subiu devido à inflação. Além disso, a maior parte do lucro desse enorme crescimento concetrou-se na mão de apenas 1% de toda a população americana. Ou seja, como já prevê o sistema capitalista, houve uma concentração de renda que proporcionou à apenas 1% dos americanos um amplo espaço e poder político. Poderosa, essa camada da sociedade americana passou a criar privilégios a si própria como a redução de seus impostos em mais de 30%, nas últimas três décadas. Obviamente, esses benefícios particulares resultaram em uma situação insustentável para o país, gerando uma crise financeira, já que os gastos do Estado superaram os ganhos.
Com o poder na mão, ao invés de voltar atrás e reduzir os privilégios, essas pessoas não o fizeram, e para tentar reverter o déficit econômico, passaram a priorizar cortes nos serviços públicos, comprometendo a educação, a saúde, o sistema de segurança e de transporte. Ao mesmo tempo, assustado com a desigualdade e preocupado com o futuro, o restante dos americanos está se desesperando, e a classe média, que é maioria da população acaba se dividindo ao invés de se unir e batalhar pelos seus direitos. Com a economia enfraquecidíssima, não há possibilidade de abrir crédito para que essa classe média obtenha seus empréstimos e assim, não tem poder aquisitvo para consumir. Sem consumo, o mercado interno não é capaz de reaquecer a economia para que ela volte a crescer, resultando em altas taxas de desemprego e problemas sociais.
Ou seja, o especialista constata que a única forma de ter uma economia forte é fortalecendo a classe média, já que essa compõe o “joelho” das pernas da economia, pois se de um lado o grupo mais rico vende, por outro lado a classe média tem que ter estrutura e condições para consumir.

Giulia Zanetta.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feriado será marcado por manifestações contra a corrupção


O feriado de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil, ganhará contornos diferentes dos religiosos em pelo menos 28 cidades brasileiras espalhadas por 17 estados. Protestos políticos organizados por meio de redes sociais estão marcados para acontecer ao longo do dia. Os organizadores esperam reunir milhares de manifestantes como no dia 7 de setembro, quando a I Marcha contra a Corrupção reuniu cerca de 30 mil pessoas em Brasília.

Dessa vez, as passeatas contra a corrupção pretendem mobilizar a população para exigir a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que ainda será votada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o fim do voto secreto parlamentar e a continuidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Movimento Contra a Corrupção, que lidera a organização do evento, contou basicamente com as redes sociais para divulgar as marchas. Até o início da noite, 18.880 pessoas haviam confirmado presença no ato em Brasília por meio do Facebook.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) apóiam o movimento e também confirmaram a presença de representantes na marcha em Brasília e em outras cidades. O Movimento, que faz questão de frisar ser apartidário, conta com o apoio de outros grupos que mantém atividades contra a corrupção, como o Nas Ruas.

“As pessoas que são filiadas a qualquer partido são bem vindas se forem levantar a única bandeira que todos os brasileiros têm em comum, a bandeira do Brasil! Deixe a bandeira do seu partido em casa e vamos nos unir na vontade que temos em comum, que é a de acabar com a corrupção no Brasil”, diz a mensagem do grupo aos internautas.

Rachaduras em navio na Nova Zelândia ameaçam aumentar vazamento de petróleo


"O cargueiro é inclinado pelas fortes ondas, e contêineres são derrubados no mar, na Nova Zelândia"



O navio cargueiro MV Rena, de bandeira libanesa, que está encalhado na costa da Nova Zelândia desde a última quinta-feira, já apresenta rachaduras em sua estrutura. Autoridades temem um rompimento na embarcação, que provocaria um grande vazamento de petróleo e produtos químicos no mar. Segundo o jornal online Global Post, fortes ondas inclinaram o navio e contêineres caíram no mar.
O segundo capitão do MV Rena foi preso na Nova Zelândia sob acusações de "operar um navio de maneira a causar perigo ou risco desnecessários". Ele foi intimado a comparecer na corte do distrito de Tauranga. Nesta manhã, o capitão da embarcação foi à corte - ele havia sido detido e pagado a fiança sob condição de que entregasse seu passaporte.
Na última quinta-feira, 6 de outubro, o cargueiro liberiano MV Rena encalhou em um recife a 20 km da costa de Tauranga. Ao ficar preso, o navio, de mais de 47 mil toneladas, inclinou 10 graus, dando início ao vazamento do óleo. Até agora, estima-se que entre 130 a 350 toneladas de óleo já tenham vazado - pouco perto das 1,7 mil toneladas que o cargueiro transportava. Nesta segunda, o petróleo começou a atingir a costa, enquanto o ministério do Meio Ambiente já classificava o vazamento como o pior desastre ambiental da história da Nova Zelândia.
"A situação nos próximos dias, da perspectiva ambiental, vai ficar significativamente pior", disse o ministro Nick Smith a veículos de imprensa, entre os quais a Reuters. "O governo está determinado a fazer tudo o que for possível para minimizar os danos ambientais do que, já está claro agora, é o pior desastre ambiental da Nova Zelândia em décadas", acrescentou.

Galáxias distantes revelam quando ‘neblina’ desapareceu do Universo

A observação de galáxias muito distantes da Terra permitiu que astrônomos europeus descobrissem quando uma neblina que envolvia todo o espaço foi desaparecendo, logo no início do Universo. Os resultados do estudo serão divulgados na revista científica "Astrophysical Journal".

Acredita-se que a idade do Universo seja de 13,7 bilhões de anos. As galáxias analisadas pelos astrônomos europeus mostram como era o espaço 780 milhões de anos depois do Big Bang - a explosão que teria dado origem ao Universo.

Nesta época, o espaço estava começando a ficar "transparente", deixando de ser coberto por uma neblina formada pelo gás hidrogênio espalhado por todas as partes. Agora, pela primeira vez, os cientistas conseguiram definir uma data para dizer quando isso aconteceu.

Essas galáxias estão entre as mais distantes do Sistema Solar conhecidas e, de tão afastadas, a luz que elas emitem demora quase 13 bilhões de anos para chegar à Terra.

Os astrônomos europeus usaram o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), uma dos principais instrumentos disponíveis na Terra para a observação espacial, localizado no Chile. As observações e análise dos resultados duraram três anos.

Quando o Universo tinha 780 milhões de anos, o hidrogênio ocupava até 50% do espaço. Mas após 200 milhões de anos, este volume diminuiu drasticamente, permitindo que o Universo ficasse mais "limpo" e revelando os primeiros raios ultravioleta, que antes ficavam "camuflados" pela neblina.

O italiano Adriano Fontana, coordenador do estudo, compara o trabalho com o de arqueólogos, que conseguem reconstruir o passado ao analisar a idade de objetos encontrados em diferentes camadas de terra. "Astrônomos podem ir mais longe: nós podemos olhar diretamente para o passado e ver a luz fraca de galáxias em diferentes estágios da evolução do Universo", diz o cientista.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/galaxias-distantes-revelam-quando-neblina-desapareceu-do-universo.html

Após 16 dias, greve dos bancários já é a mais longa desde 2004

Sem perspectiva de acordo, a greve dos bancários entra nesta quarta-feira no 16º dia, com forte adesão nos centros administrativos, os cérebros das instituições financeiras.

Segundo os sindicalistas, a greve atinge 34 mil dos 135 mil funcionários em São Paulo. A paralisação já é a mais longa desde 2004, quando chegou a 30 dias. Em 2010, a greve só parou após 15 dias.

Por que greves no setor privado são menos frequentes?

Neste ano, os bancários preferiram focar os piquetes nos centros administrativos e foram acusados pelos bancos de "contratar piqueteiros profissionais" para dificultar a entrada dos funcionários.

O sindicato afirma que o Itaú teve de transportar profissionais de helicóptero dos centros administrativos do Jabaquara (zona sul) para o da Raposo Tavares (Grande São Paulo) a fim de manter os serviços funcionando. O banco não confirma a informação.

REIVINDICAÇÃO

Os bancários pedem reajuste de 5% acima da inflação, enquanto os bancos oferecem 0,56%. Diante do impasse, os trabalhadores pedem que os bancos reformulem a proposta para sentar à mesa de negociações.

"Se eles querem negociar de verdade, é importante partir da proposta que já foi feita e indicar os ajustes que precisam ser feitos. Aí, sentamos e consultamos os bancos. Não vamos apresentar proposta nova", disse Magnus Apostólico, da Febraban. O comando da greve decidiu pedir uma reunião com Dilma Rousseff sobre o tema.

"Vamos manter a greve forte sem aceitar ameaças nem retaliações, seja de bancos públicos, seja de privados", disse Juvandia Moreira, presidente do sindicato dos bancários de São Paulo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/989455-apos-16-dias-greve-dos-bancarios-ja-e-a-mais-longa-desde-2004.shtml

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Racismo e preconceito, conceito de raça

O conceito de raça sempre foi pauta de discussão da sociedade, e o preconceito e racismo seriam justificados pela Teoria Neodarwinista. Baseado nesta, foi criado o evolucionismo, que em suma, trata-se da afirmação de superioridade da raça branca, a qual deveria, por meio da violência, eliminar fisicamente os diferentes, negando qualquer diversidade.

Embora a ciência já tenha provado a unidade da espécie humana, ratificando que não existem raças, o darwinismo social continua presente na sociedade, imerso nos pensamentos de todos os povos. O vídeo “Teste de racismo em crianças” mostra como existe a discriminação em relação à cor negra. O experimento - igual ao realizado em 1947 por dois psicólogos americanos, Mamie e Kenneth Clark - consiste em colocar uma boneca negra e uma branca – fisicamente idênticas- na frente das crianças e, em seguida, questioná-las sobre qual das duas era a mais bonita, qual era a mais legal, quem era a boa e quem era a má, dentre outras perguntas.

O resultado foi no mínimo deprimente. Um alto índice de racismo; com a boneca negra sendo esta bastante “rejeitada” por meninos e meninas também afro-descendentes. Isto mostra como a interpretação que alguns povos deram ao evolucionismo, provocou na sociedade um pensamento racista e preconceituoso. Religiosos, filósofos e políticos utilizavam esses argumentos para fundamentar e justificar a prática imperialista e a expansão capitalista.

Esta concepção está inserida na cultura da maioria das etnias, fazendo com que as crianças cresçam com estes mesmo pensamentos. Portanto, infelizmente, leis que criminalizam atitudes como essas não são suficientes para extinguir tais tabus.

Superioridade racial é um conceito ideológico, por isso, é preciso aceitar as diferenças e ressaltar sua importância para a perpetuação da espécie. É necessário derrubar a intolerância e discriminação para que a sociedade se torne mais justa, igualitária e sem nenhum tipo de preconceito.

Alexandra Reno n°01

Beatriz Vaz n°03

Mariana Carvalho n°26

Raquel Ortega n°30

Júlia Fernandes n°39